Shaping Memories

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— ISABEL CUNHA

Shaping Memories

FILTRAR, MOLDAR, CONECTAR

Palavras-chave: Arquivo, base de dados, memória, identidade, partilha, mediação

O arquivo é parte integrante da nossa identidade enquanto indivíduo ou colectivo, é um universo pelo qual a memória se organiza e mantém presente traços do passado. O arquivo conecta-nos e define-nos, enquanto mediador (re)ativo da memória cultural.

Embora, tradicionalmente, seja entendido como um espaço inerte e inativo, pela sua prática intrínseca de arquivar e armazenar, o arquivo é, e deve ser, percepcionado para lá de um simples repositório. Quanto mais nos aproximamos e observamos a sua estrutura e mecânica, percebemos que interpretar o arquivo como um espaço de armazenamento passivo torna-se redutor. A criação de narrativas é o cerne do arquivo, sendo um universo permeável e passível de (re)interpretações e de, assim, gerar novas leituras. A exploração e manipulação dos seus elementos reconfigura o arquivo e torna-o vivo. É nesta dimensão, que o arquivo manifesta a sua pluralidade e potencialidade, sem o diminuir ou destruir, e prevalece à ideia de inércia.

Shaping Memories procura (re)pensar o arquivo, reconhecendo o seu valor mediador, ao reconfigurar seus elementos formais e, assim, reproduzir de forma dinâmica novas leituras e significados do arquivo. O projecto consiste num  arquivo digital que agrega projectos desenvolvidos na área Design de Comunicação da Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A exploração dinâmica do conteúdo gerada pelos filtros de pesquisa permite diferentes interacções com o arquivo, conjugadas com os diferentes tipos de visualização e grelha mutável. Esta dinâmica de exploração promove novas leituras do conteúdo e emancipa o arquivo para lá da sua condição estática.

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